segunda-feira, janeiro 09, 2017

Daqui a umas horas...

... mais uma partida! :\ Três semanas voaram num instantinho. :s Pensar que só poderei ver quem amo, de novo, daqui a dois meses... custa tanto!!!! Hoje, enquanto estava a dançar com o T. o peso desse momento caiu-me em cima. E há pouco, enquanto o adormecia, custou tanto... é daqueles momentos, onde se dizem os segredos tolos... onde se inventam histórias estranhas, se fazem miminhos... o velho truque de passar o dedo pela sobrancelha devagarinho entra em acção. Observar aquele menino a dormir, encostado a mim, é como regressar ao dia em que ele nasceu. Com dois anos e meio, vai entrar na escolinha, e dar os passos até chegar a ser um homem. Entretanto, fazem-se visitas onde nada parece durar... tudo passa de forma apressada. A casa fica vazia e silenciosa, de novo. Fazem toda a diferença. Enchem um espaço com movimento... e de repente, tudo fica parado.

Enfim...aguenta coração...

sábado, dezembro 31, 2016

Pois tenho!



De vez em quando recordo-me de ti. Melhor dizendo: de nós. Não tenho saudades só de ti. Tenho saudades dos nossos momentos. Dos bons, pelo menos. Onde foi que tudo começou a dar errado? onde nos perdemos? Regresso a sítios... a pequenos lugares, onde uma mesa escutou as nossas gargalhadas.... os olhares cúmplices... a momentos onde cada um, sabia o que o outro estava a pensar. Sem serem necessárias palavras. Ao lado puro da amizade. Fazes falta. Queria-te dizer isto. Mas o instante foi perdido há muito tempo. 

No entanto...



Mudança de ano...

Temos tendência para fazer nesta altura do ano, uma introspecção daquilo que foi o nosso ano. O que fizemos, o que ficou por fazer... etc etc. Não sei porquê, mas parece que é um marco na nossa história. Algo definitivo poderei dizer. Tudo se resume a um foi bom, ou nem por isso. Não dou notas negativas. Pelo contrário. Mesmo nas alturas piores da minha vida, sempre tentei encontrar pontos positivos para seguir em frente. No meu caso, poderei dizer que valeu bem a pena. Se agora ando a colher bons resultados, há uns anos atrás, não tão longínquos, parece que nada dava resultado comigo. Tudo estava estagnado e por mais que tentasse avançar. aparecia sempre mais um obstáculo. Foi muito doloroso em muitos aspectos. Bastante. Mas mesmo aí, tive de dar a volta, e nas cinzas encontrei sempre luz. Mesmo que fosse pequenina, no meio de tanto desespero, estava lá.
Agora? estou bem. Muito bem! Tudo está em andamento. Muita construção. O esforço para que tal aconteça, também tem sido mega gigante. Nada me cai do céu. Não estou sentadinha à espera de resultados que nascem como flores. Nem por isso. Mas aparecem no fim de tudo. E isso é o que me empurra para a frente. 15 anos depois de ter deixado de estudar, 5 dos quais, sem poder pegar numa caneta, porque foi quando tive o problema de visão, regressei há três anos à vida académica. Estava com tanto receio... insegura, como é óbvio. Tinha medo da agilidade mental... porque é diferente quando temos 18 anos. O tempo também não ajuda... e por vezes, temos de tirar horas ao sono para podermos fazer aquele ou outro trabalho, para não falar das outras responsabilidades que são inerentes à vida adulta. Mas consegui. Estou a uma cadeira de terminar esse primeiro objectivo. Agora, deixei de lado as sombras que me acompanharam no começo desta caminhada, e encontro-me bastante ansiosa. Quero arrumar esta gaveta e começa a pensar só em História. Sim, porque estar a fazer dois cursos ao mesmo tempo, é complicado. E essa é a razão pela qual andei tão stressada nos últimos dois anos. Meti-me nessa alhada. :P Teimosa que nem uma mula, lá estou já a mais do que meio da segunda licenciatura também. :P Enfim, loucos existem para todos os gostos e feitios. Eu nem estou assim tão mal. Ainda. lol
Voltando a 2016, foi excelente. Muito rico em termos emocionais. Nasceu o meu segundo amor. O meu bebé mimento. Com 8 meses tem a "titi" na sua pequenina palma da mão, tal como o mano. Por eles, tenho-me enfiado quase todos os meses num avião, só para lhes dar umas beijocas e matar saudades. Amo aqueles meninos até ao tutano, num lado infinito e incondicional. O maiorzinho é o meu comparsa. Temos um laço inexplicável desde o primeiro dia. :) O pequenino para lá caminhamos. Amo as ronhinhas daquele menino. Foram eles que me fizeram sorrir novamente sem defesas; que abriram o meu coração e o limparam... pintaram os nossos dias com cores que nos trazem alegria, carinho e muito muito muito amor. Se calhar é isso que ajuda a que tudo gire num sentido positivo. :)  Não é "se calhar", é mesmo de certeza. :)

Para 2017? que seja uma continuação deste percurso. Que seja tão bom como o ano que hoje termina, e que nos abra as asas para voarmos ainda mais longe, se for possível.


segunda-feira, setembro 12, 2016

Chegou o dia...

E pronto... hoje quando chegar a casa, não terei ninguém para me chamar de titi a plenos pulmões. Não vou acordar com um puto a olhar para mim, ou agarrado ao meu pescoço como se não existisse amanhã. :) E tantas coisas...
Tenho a casa cheia de brinquedos. Espalhados e escondidos. Portanto, ainda falta muito para conseguir ter tudo em ordem. Foram dois anos de convivência diária, desde o primeiro dia, no meu caso. Acho que é normal, neste momento ainda estar nhó nhó. Amanhã já estarei bem.
Não tive coragem para me despedir... simplesmente isto. Mas ele estava a pressentir algo. Aposto tudo. O M., ainda é muito pequenino, ainda não se apercebe de muita coisa. Com 4 mesitos, só quer é comida, mimo, brincar e dormir. :) Para ele tudo vai ser mais fácil.

Deixo a música que o T. colocou a tocar vezes sem conta nos últimos dias. :) Uma das nossas partilhas. Agora, só em Outubro. Está quase, mas estes dias vão custar a passar. :)


sexta-feira, setembro 09, 2016

Coração apertado...

Faltam três dias...

Já sinto falta deles. Não posso dizer isto de forma aberta. Estou a manter um sorriso, como é óbvio. Vão partir para uma vida nova, lá longe. Mas custa tanto. Certas coisas já o tempo está a levar para fora do meu espaço. Um grito de "titi" que se quer prender na memória, porque da próxima vez, terá outro sentido... uma nova expressão...um abraço que se quer dar por mais uns minutos, daqueles bem fortes... escuta-se com atenção, fazem-se mais vídeos, fotos. Mas, chegamos à pura conclusão: não dá para congelar estes instantes eternamente. Apesar das viagens já marcadas para matar saudades, vamos perder tanta coisa deles. Crescem tão rápido. Todos os dias temos novidades. :) 
Sei que estou a ser egoísta. Percebo isso perfeitamente. Mas perdoa-se sempre estes bocadinhos a quem nos ama. E estes putos entraram directamente dentro de mim desde que soube da sua existência. :) E cada dia que passa o amor cresce e cresce. Mas sei que vão estar inseridos em melhores condições... sem sombra de dúvidas. E isso é aquilo onde nos temos de focar. Mais nada. Só que de vez em quando... e lamechas como sou... isto passa. São só os primeiros tempos. :)


terça-feira, agosto 23, 2016

Partida, largada... fugida! :)))

Quase... quase....

Primeiro...


Segundo...


Terceiro...


Quarto...



Finito... :P 

Intenso... mas sabe tão bem sair da nossa zona de conforto novamente. :) Confesso que tinha saudades destes momentos. Fazem sempre falta. Para não atrofiarmos... :) 

So... here i go! :))) Adoro partidas, porque dessa maneira, dou mais valor às chegadas. 

domingo, agosto 21, 2016

A sentir...

Não aprendi a dizer adeus a quem faz parte de mim. Esta é a grande verdade. Sei que todos somos livres e que temos asas para voar, mas custa tanto ver partir pequeninos seres que fazem parte de nós. Ficar sem a algazarra diária. Brinquedos espalhados por todo o lado, até os encontramos na nossa mala pessoal... :) ir dormir e ver algo deles debaixo da almofada... ouvir gritar "titiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii"..... sentir aquele calor quentinho no nosso colo e um rosto inocente deitado no nosso peito... ainda não foram embora e já sinto saudades. Tantas que me partem ao meio. Quero ser forte. Mas cada vez que olho para os dois, já sinto o peso da sua partida. Não devia. Vão para um sítio melhor. Um que lhes dará melhores garantias de bem-estar futuro... e sei que estou a ser egoísta. Sim, eu sei. Mas... aqui posso expor o que me vai no coração. Merda para estes governantes. Aqueles que obrigam gerações seguidas a irem procurar lá longe melhores caminhos. Se soubessem o quanto custa, já iriam tentar encontrar melhores e mais seguras condições. Precisamos de gente que ame realmente este nosso país, ao invés de gostar do seu bolso e dos interesses partidários. É isto que nos tem levado à completa ruína. É isto que me vai afastar de quem amo, porque erros atrás de erros políticos só nos arrastam para a miséria. Como criar uma família neste completo desgoverno? como pensar em criar uma estabilidade familiar dentro destes conceitos que nos atiram para a sarjeta? pergunto eu... que só sirvo para os dias das eleições, e olhando para o que se passou nas últimas, nem isso. Fizeram o que quiseram e bem entenderam. Nem sei o que poderá acontecer nas próximas. Pressinto algo parecido.

Enquanto isso... eles partem. Tantos e tantos. No meu caso, mais de 90% dos amigos mais próximos, estão já noutro ponto do planeta. Agora chegou a vez dos meus pequeninos... :\ estou feliz por eles, porque têm essa oportunidade... mas vai custar-me tanto ficar sem o sorriso deles. Tanto. Sem os mimos. As partilhas. É tão fácil habituarmos o nosso coração ao que nos faz bem, e tão complicado quando tudo se afasta. Temos tempo para nos preparamos, mas mesmo assim, quando chega a hora... ficamos tão pequeninos... tão impotentes... queremos abraçar mais um bocadinho... ter mais um pouco... mais uns instantes... só isso.... mas o maldito tempo, manda em tudo... :\

Não existem coincidências....

Passamos por fases onde aquilo que nos acontece parecem retalhos retirados do passado. Passamos novamente por pessoas, sítios... sem que exista uma razão para que tal aconteça. No meu entender, julgo que isso sucede porque existem lições, ou situações que temos de resolver. Infelizmente, por várias razões deixamos para trás, pontas sem o devido remate. É isso que nos aparece no futuro-presente. Temos de usar as novas armas para encarar esses factos. Não somos os mesmos... não temos as mesmas ideias... o mundo continuou a girar e nós também. Nada é estático... tudo se transforma.
A mania geral aparece no dizer: "ah e tal... se eu pudesse regressar aos tempos antigos, faria novas escolhas". Será? é muito fácil dizer isso quando as respostas estão nas palmas das nossas mãos. Afinal, as consequências desses actos já apareceram e deram frutos... ou nem por isso. Eu gosto de dizer que se calhar, com estes novos conhecimentos, iria encarar as coisas sob outros prismas... fazer novas avaliações, ou então deitava fora determinadas coisas, menos importantes, bem mais cedo. Não iria arrastar durante tanto tempo.
Sei que a minha vida, já deu tantas e tantas voltas. Quase nem tenho tempo para respirar. A verdade, verdadinha é que lá atrás estão coisas que preferi atirar para debaixo do tapete. Na altura achei que era a melhor solução. Quanto estamos magoados, o melhor é afastarmos o sal da ferida. Certo? Confesso que fiz isso algumas vezes. Preferi dessa maneira. Para me regenerar... nuns casos deu resultado, noutros nem por isso. Mas aprendi com tudo. Hoje sou quem sou, também graças a isso. Mas mudei. Tanto! Não queria. Mas ao longo do percurso tive de realizar alterações profundas naquilo que sou. Tornei-me mais observadora... não deixo que me toquem tanto. Sou, neste momento, uma pessoa bem mais selectiva. Não dou poder para chegarem tão perto, se eu não quiser. Por um lado, sinto-me triste com algumas destas novas adições; por outro, sei que é necessário. Se sempre fui reservada, agora sou um bocadinho mais. Quanto às pontas por atar, um dia... talvez chegue a hora. Talvez regresse à fórmula original... se é que isso pode acontecer.

segunda-feira, julho 25, 2016

A "gente não vai parar"...

Há tanto tempo que não escutava esta música. :) E nesta altura, para mim, faz todo o sentido.

Que seja uma semana cheia de luz para todos nós.




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